Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

O Ensaio sobre a Cegueira

 

    Creio que este filme, O Ensaio sobre a Cegueira, explica muito bem o comportamento do Ser Humano quando é confrontado com situações extremas, como a que é referida no livro e no filme: a Cegueira. Este filme revela os extremos a que uma pessoa pode chegar quando ocorre algo fora do comum, algo que altere o seu quotidiano. O filme mostra que as pessoas tentam tudo para conseguir satisfazer as suas necessidades, para conseguir sobreviver, mesmo que isso prejudique os outros. Quando Ser Humano perde algumas das suas faculdades, neste caso a visão, o mundo quase acaba, reina o caos na sociedade e na pessoa em si.

    A maioria das pessoas, numa situação vulgar, são incapazes de roubar e matar aqueles que as rodeiam mas quando elas se deparam com uma realidade diferente, uma realidade extrema que as impossibilita de agir normalmente, são capazes de roubar, matar, agredir e violar os seus semelhantes.

    Este filme é corroborado pela teoria de Maslow - Hierarquia das Necessidades; esta hierarquia está dividida em cinco estratos: necessidades fisiológicas, necessidades de segurança, necessidades de afiliação, necessidades de estima e necessidades de auto-realização; e esta classificação revela que o ser humano só passa para o estrato acima quando o estrato anterior está satisfeito. Assim sendo, o ser humano só tenta assegurar a sua segurança quando as suas necessidades fisiológicas: a fome, a sede, o sono, … estão asseguradas. Este facto está presente no filme, as pessoas tentam satisfazer as suas necessidades fisiológicas, sem se preocuparem com a sua segurança nem com a sua honra.

    Eu achei este filme óptimo porque explica como o Ser Humano reage quando sai da sua “zona de conforto”, pois sendo por norma seguidor das regras estabelecidas, em situações difíceis, ele é dominado pelo seu instinto animal.

 

Cristiana Maria dos Santos Oliveira Nº6 12ºC



publicado por Contador às 18:15
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Um olhar argentino sobre…


Ensaio sobre a cegueira

 

    Mais uma vez, numa sociedade onde "quem tem olhos em terra de cegos é rei", uma obra literária faz-nos pensar e reflectir sobre a realidade das nossas vidas,  ao ponto de termos vergonha daquilo que somos e daquilo que a nossa raça tem atingido. Ensaio sobre a cegueira é um livro que consegue tocar no nosso ponto mais fraco: até onde somos capazes de chegar em situações extremas? Onde acaba (e onde começa)  a atrocidade do ser humano?

   Embora seja um tema de que pouca gente gosta de falar, trata-se de uma reflexão que precisava de ser feita.  Ter lido o livro, para mim, foi libertar uma necessidade inconsciente de abrir os olhos, de começar a reparar em vez de olhar.

  Uma coisa é certa:  não é um livro para qualquer pessoa. Só quem estiver disposto a pensar nas reacções que pode ter a espécie humana em situações extremas é capaz de o compreender. Será que realmente podemos chegar a tal ponto de destruição?

   Na minha opinião, Saramago tenta deixar-nos uma lição universal, leva-nos a perceber que somos muito diferentes uns dos outros mas, ao mesmo tempo, muito dependentes e frágeis. Como é possível uma sociedade "civilizada e organizada" que atingiu níveis de desenvolvimento tecnológico outrora impensáveis transformar-se tanto com a perda de um dos cinco sentidos? Um sentido que é, diga-se,  o mais importante e, ao faltar, torna-se ainda mais. Lá está mais uma vez:  valorizamos mais as coisas quando as perdemos. Naquela sociedade, só havia uma coisa que era comum a todos: a cegueira. Uma cegueira que, no entanto, não atingiu a mulher do médico, mas que a fez, a ela e aos seus colegas, viver uma situação em que não havia nomes, nem cores de pele, nem nacionalidades, nem profissões ou passados. Só havia um presente - a cegueira - e um futuro que parecia longe e inimaginável.

   Cegos de cegueira branca, uma cegueira esquisita que vem para os ensinar a esquecerem todo e qualquer preconceito. Não reconhece relações pessoais, anéis de casais, dignidades, identidades e vergonhas. Não existem antigos valores, normas, leis, nada do que tinha sido ou existido estava presente. Só existem as novas leis do instinto, da sobrevivência, do “manda o mais forte”. E não interessa se estudou nove anos de Medicina ou se nem sequer acabou o décimo ano do secundário. Tanto faz que tenha dez anéis de ouro como os tenha de papel. O mesmo se passa com os rituais religiosos. Se ia à igreja todas as semanas ou se nunca acreditou em Deus, o destino será igual para todos. E, outra vez, a igreja não deixa de nos surpreender. Até nas situações mais extremas vai tentar cobrir os olhos de quem não merece ver a verdade, e, por outro lado, convencer a quem vê de que é tudo obra de Deus e é nele que devemos acreditar.

   E agora pergunto-me: será que tudo isto não é uma análise da sociedade dos nossos dias, embora a cegueira não seja branca? Podíamos pensar numa cegueira onde as cores existem, onde todos conseguem ver mas ninguém reparar naquilo que está a ver. Pode comparar-se com a sociedade universal, mundial, contemporânea. De alguma maneira, embora consigamos ver as cores, estamos cegos, porque não reparamos naquilo que está à nossa volta e conseguimos ignorá-lo. Mas também estão aquelas pessoas que, como a mulher do médico, não conseguem ignorar aquilo que os olhos têm para lhes mostrar. E, por esse motivo, sofrem, porque vêem o que os outros ignoram, aquilo a que os outros conseguem habituar-se e serem felizes. Porque com olhos que mostram a realidade é difícil ignorá-la e ser feliz, ao ponto de desejar, por vezes, não ter olhos também.   

 

 

Valentina Rata Zelaya

 



publicado por Contador às 17:24
Domingo, 29 de Maio de 2011

 

LESTE O LIVRO? VISTE O FILME? GOSTASTE?

 

 Elabora um comentário sobre a obra, onde descrevas aquilo que "sentiste" ao ler o livro ou ao ver o filme!   Publicaremos os melhores trabalhos. {#emotions_dlg.meeting}

Habilita-te a um prémio surpresa!{#emotions_dlg.ok}


 

REGULAMENTO:

  • Os trabalhos deverão ser originais, sendo excluídas cópias, mesmo que parciais;
  • No caso de serem feitas citações, deverão ser correctamente referidas as fontes através de notas de fim;
  • Os trabalhos deverão ser escritos no Microsoft Word, com tipo de letra "Arial", tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas;
  • As fontes acedidas deverão ser correctamente referenciadas numa bibliografia;
  • Os trabalhos deverão ser enviados até 15 de Junho, por e-mail, para: egnunes@esarganil.pt




publicado por Contador às 15:27
mais sobre mim
Junho 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
23
25

26
27
28
29
30


arquivos
2011

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO